sábado, 7 de abril de 2007

A procura da pátria perdida


Este foi um dos temas apresentados no Sétimo Congresso do Office International des Oeuvres de Formation Civique et d´Action Culturalle" em Lausanne, nos princípios de abril (1970), e entendemos de crucial importância sua compreensão nesta hora de apogeu da revolução cultural em que tudo parece estar de cabeça para baixo.
A propósito, e comentando o significado do tema em apreço, escreveu Henri Boissonet para Permanences de Paris:

"A pátria perdida, ou velada, ou colonizada, ou desfigurada por forças ocultas ou muito visíveis e por ignóbeis propagandas... Sartre e Gide nos colégios em vez de Maurras ou Marie Noel; Brigitte Bardot como heroína nacional; "Mirages" para os Libianos e os Israelenses, mas nenhuma para os Biafrenses e quase nada para nossa própria defesa; uma Quarta parte de apátridas (chegarão a uma Quarta parte?) utilizando as qualidades dos franceses, prevalecendo-se do prestígio dos franceses para difundir urbi et orbi suas sujar mercadorias... Enfim, a falsa França em lugar da verdadeira".
E citando Veuillot: "Eu, cristão católico da França, velho na França como os carvalhos e enraizado como eles, filho da raça que nunca cessou de dar trabalhadores, soldados, padres sem nada pedir além do trabalho, a Eucaristia e o descanso a sobre da Cruz... Eis, minha intolerável afronta: eu sou constituído, desconstituído, reconstruído, governado, regido, talhado por vagabundos de espírito e de costumes, que não são nem cristãos, nem católicos e, por isso mesmo, nem franceses: gente vinda do país das heresias, das judiarias errantes, de lugares ainda piores: uns não receberam o batismo, outros o aparam de sua fronte. E eles me governam, são meus mestres, tem os pés e as mãos sobre a minha vida..."
Que diria Veuillot, que assim escreveu no século XIX, se voltasse hoje ao mundo e contemplasse o estado a que se acham reduzidas as nações católicas como sua França, arrancadas à sua vocação, às suas tradições, à sua história, à sua fé pelas forças argentárias e pelos poderes da revolução que governam o mundo e destróem as pátrias.

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Fernando Rodrigues Batista

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Católico tradicionalista. Amo a Deus, Uno e Trino, que cria as coisas nomeando-as, ao Deus Verdadeiro de Deus verdadeiro, como definiu Nicéia. Amo o paradígma do amor cristão, expressado na união dos esposos, na fidelidade dos amigos, no cuidado dos filhos, na lealdade aos irmãos de ideais, no esplendor dos arquétipos, e na promessa dos discípulos. Amo a Pátria, bem que não se elege, senão que se herda e se impõe.
"O PODER QUE NÃO É CRISTÃO, É O MAL, É O DEMONIO, É A TEOCRACIA AO CONTRÁRIO" Louis Veuillot