quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um texto de Rafael Gambra

Rafael Gambra (1920-2004)

O sentido das coisas em dois aspectos, um espacial e outro temporal. A “Terra dos homens” é mansão no espaço e rito no tempo. O homem constrói seu albergue no espaço, e esse albergue possui limites, aposentos, estruturas. E cada aposento, um sentido e também um mistério intransferível.
Como cada flor é em si mesma, a negação das demais. É a mansão história, feita substancia da vida, o que o homem ama; não a construção teórica, em série, da qual só se serve. “Resultará-lhe impossível amar – lemos em Cidadela – uma casa que não tenha rosto próprio e onde os passos não tenham sentido. Havia (no palácio de meu pai) uma sala reservada aos principais embaixadores e que se abria somente ao sol dos grandes dias; havia aquelas outras em que se fazia justiça e aquela onde se levava os mortos; e aquela, enfim, sempre vazia, cuja utilidade nunca se conheceu, e que talvez não tivesse nenhuma salvo a de ensinar o respeito e o sentido do mistério e que conhece profundamente as coisas...” Este sentido espacial-estrutura humana das coisas é produto, antes de tudo, de uma aceitação; depois, da continuidade, o costume e a tradição.
Aceitação antes de tudo de uma transcendência divina e da religação a ela em um destino comum. Historiadores, Geógrafos, economistas, explicam por fatores coincidentes ou dissociados o brotar histórico dos povos ou a gênese das grandes civilizações. Sem embargo, nada haveria unido os árabes nem os haveria lançado sobre o mundo sem a misteriosa acolhida de uma mensagem superior que fez irromper vitorioso o que dormia na dispersão e na passividade. Daqui que nada mais inadequado e dissolvente para toda religião que aplicar o método analítico racional a seus fundamentos religadores, fazendo-lhes abstratos, universais, intercambiáveis: este método, que pode usar-se com eficácia em realidades convencionais e finalistas, como a economia e o governo humano, resulta essencialmente aniquilador o fato religioso, que é, antes de tudo, aceitação transcendente, misteriosa, e depois, comunhão e fidelidade.
Aceitação, em segundo término, de uma ordem existencial na qual o meio se faz mansão e o tempo adquire uma fisionomia; concreção histórica que se realiza na remota e legendária gênese de cada povo, e que se santifica com o passo das gerações e a memória sagrada dos que nos precederam.


(GAMBRA, Rafael. El silencio de Dios, prólogo de Gustave Thibon, Editorial Prensa Española, Madrid, 1968, pp.78-80)

O COMUNISMO E A REVOLUÇÃO ANTI-CRISTÃ

Padre Julio Meinvielle


O COMUNISMO E A REVOLUÇÃO ANTI-CRISTÃ

PRÓLOGO DA SEGUNDA EDIÇÃO

Este ensaio teve maior acolhida do público do que seu autor imaginara.
Nele se dizem algumas verdades, senão novas, substanciais que meu pareceu conveniente apontar nesta nova edição.
Por isso, foi suprimido o que podia haver de circunstancial para dar ênfase, em troca, a conceitos, embora hoje olvidados, não menos necessários e urgentes da problemática religiosa.
São estes os conceitos de Realeza de Cristo e o de Civilização Cristã. Se devemos crer, com efeito, para certos autores não se sabe hoje o que é a civilização cristã nem o sabem “todos os Papas de nosso século” (O sacerdote domenicano Avril e o jesuita de Soras, citados pela revista francesa Itinéraires, junho de 1963, página 153.).
No entanto, é o conceito de Realeza de Cristo o qual nos pode esclarecer suficienemente o de civilização cristã e é este, ou de seu equivalente Cidade Católica, o que, como ponto de referência, pode dar-nos ampla certeza do que na realidade o comunismo se propõe destruir totalmente, para logo, desta forma reduzir a Igreja ao silencio mais absoluto.
Ao suprimir conceitos tão substanciais, se é suprimido, por conseguinte, o reto conhecimento do comunismo e de sua propagação e se retira as bases para uma luta eficaz conra este mal, o primeiro de nosso tempo.
A Carta Magna da Igreja sobre o comunismo ateu, a Divini Redemptoris de Pio XI, em troca, centraliza sobre o ponto da Civilização Cristã e de sua exclusão pelo comunismo toda a meduda de erro, de malicia e de perigo de que este está cheio.
Por isso, na primeira página de dito documento, depois de destacar que a promessa e a vinda do Redentor preecheu as ânsias de tão longa expectação da humanidade e “inaugurou uma nova civilização universal cristã, imensamente superior a que até então à custa dos maiores esforços e trabalhos atingiram alguns povos mais privilegiados”, acrescenta este parágrafo sugestivo: “Este perigo tão ameaçador, já o haveis compreendido, Veneráveis Irmãos, é o comunismo bolchevique e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã”.
Porque entre muitos católicos se suprime ou se debilita o reto sentido do que seja a civilização católica ou a Cidade Católica, se é suprimido também ou se debilita paralelamente o combate que se há de empreender contra este mal e perigo do comunismo e se dá lugar a uma como que aceitação do mesmo, quando não a um verdadeiro reconhecimento e aprovacao.
Tal o erro do progressismo que em formas mais ou menos francas ou ateuadas inavade hoje e envenena a mentalidade e a ação de muitos católicos. Esperamos em breve dedicar a este tema um pequeno ensaio, não obstante, não quiséramos deixar de assinalar aqui seu erro e seu perigo. (“En torno al Progresismo Cristiano”, Librería Huemul, Buenos Aires, 1964, y reeditado como “Un Progresismo vergonzante”, Cruz y Fierro Editores, Buenos Aires, 1967).
Ao alterar o conceito de civiliação cristã e em consequência o de comunismo, muitos católicos encontram-se obrigados a alterar o significado da teología da história, desvinculando esta do dogma fundamental na matéria que é o da Realeza de Cristo. Porque a historia, a história da realidade temporal dos povos, de sua realidade publica e também política, deve significar o alto e supremo domínio que Deus colocou nas mãos de Cristo. É certo que poderão os povos rebelar-se contra a pacífica dominação de Cristo. Mas ainda assim, para sua ruína, os povos não poderão deixar ter significado à Cristo. Porque a história tem uma direta dependência de Cristo, já que toda ela deve significar como um sacramento o reino de Deus com um sacramento. E somente siginfica positivamente quando se converte em história cristã, em Cidade Católica. Por esquecer isso, a teologia da história se converteu hoje em uma teologia nominalisa que nega a substancia mesmo com que deveria estar constituída; é, a saber, desta significação positiva que há de brindar a realidade publica dos povos.
Por isso, alteração do conceito de civilização cristã, diminuição do combate contra o comnismo, progressismo e uma má teologia da história andam hoje juntos em muitos católicos e ainda em teólogos que consideram experts em teologia da história. Tuso isto nos dá induz há acrescentar um novo capitulo a este primitivo ensaio que leva precisamente por título “Da Realeza de Cristo na história à Civilização Cristã”. Desta forma se tornará mais consistente a coerência de temas que não podem ser separados.

JULIO MEINVIELLE
Epifanía do Senhor, 1964.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Segundo domingo da Paixão: Domingo de Ramos

Padre Leonardo Castellani



O segundo comentário a Passio de São Mateus que havíamos prometido versar sobre a legalidade da morte Cristo.
Faz algum tempo liamos em um diário americano uma noticia curiosa: que os israelitas de Nova York queriam fazer uma revisão jurídica do processo de Cristo; quer dizer, reunir outra vez o Sinédrio, rever testemunhas e provas, e dar uma sentencia definitiva. Não se isso se fez. O curioso seria que o houvessem feito e houvessem novamente condenado a morte o Nazareno esse, que tanto tem dado o que fazer. A verdade é que em todo rigor deviam fazer isso; porque se chegassem a absolve-lo, teria que tornar-se todos cristãos; ou melhor dito, já o seriam.
Mas se o fizeram, o provável é que a sentença não seria nem guilty, nem non guilty; senão uma sentença de notproven ou out of legality: nulo por irregularidade de forma jurídica.
O processo de Cristo foi altamente ilegal.
O P. Luis de la Palma S. J. em sua clássica obra histórica sobre a paixão resenhou em uma página mestra as ilegalidades desse raivoso processo, que foi uma monstruosidade jurídica. O Sinédrio ou Tribunal Supremo se reuniu em um tempo pascal, algo que lhes estava vedada; se produziram testemunhos falsos e contraditórios; não houve testemunhas de defesa; não se deu ao réu um defensor; ao responder a uma pergunta do juiz, o acusado foi esbofeteado; se tomou uma resposta do réu como prova e o juiz se converteu em promotor; a resposta do Sinédrio não se deu por votação; se celebraram duas sessões no mesmo dia, sem a interrupção legal mandada entre a audiência e a sentença; o sentenciado foi diferido a autoridade romana, que não se reconhecia como legítima e que —como lhes advertiu o mesmo Pilatos— não tinha competência jurisdicional para delitos religiosos; a acusação promovida no Pretório ("Este se fez Deus e por isso deve morrer") não era delito nesse Tribunal; o réu foi açoitado, quer o começo da crucificação, antes da sentença ser prolatada; o delito de conspiração contra César, que promoveram depois, não era passível de crucificação, nem sequer de morte, como o era a sedição a mão armada e a traição ao exército imperial, coisas que manifestamente não fez Cristo; e finalmente deixando outras duas irregularidades menores, o néscio Plitados não proferiu a sentença oficial: Ibis ad crucem, senão que disse mal humorado: "Agarrem-nos vocês e façam o que quiserem ", coisa que um juiz não pode fazer, porque é abdicar seu oficio; depois de haver feito a fanfarrice de lavar as mãos como o que acreditava ficar de bem para com Deus, com os judeus e com sua mulher; e depois de haver proclamado publicamente a inocência do acusado: "Non invenio in eo culpam" ("Não encontro culpa nele"), o enviou ao patíbulo.
Não seu se esqueço algum coisa porque cito de memória; mas com a metade destas irregularidades o processo absolutamente nulo; e o juiz tinha o dever estrito de absolver ao acusado; fazer administrar quarenta menos um a Caifás pelos maus tratos que havia permitido infligir-lhe; e fazer varrer a golpe a turba com Barrabás e tudo mais, que ao pé da escola de mármore — não queriam pisar no pretório para não manchar-se e poder comer a páscoa, os anjinhos— bramavam como leões e toros ("Toros bravos me cercaram, livra-me da boca do leão", disse o Profeta), e atropelavam o decoro do Procônsul com ameaças absurdas. A único coisa que há que anotar-se quanto ao idiota Pilatos é que não recebeu nenhuma barganha —no se acordou— coisa que não se pode dizer de todos os juizes cristãos.
Mas ande se equivoca De La Palma é em atribuir aos fariseus todas estas falhas de "procedimento"; nesse caso não tem maldita. Se Cristo não era o que Ele dizia, havia que dar-lhe morte por cima de todo procedimento; e isso em virtude do sentimento religioso. Era um blasfemo; e por certo, o blasfemo mais extraordinário que existiu. Por isso, eles não tiveram reparos em des-responsabilizar Pilatos: "Que seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos". isto era um juramento tremendo, que os latinos chamavam exsecración. Nisso se sentiam seguros: "Acreditavam —perversamente— fazer um obséquio a Deus". Se o Nazareno não era Deus; nem o pastor Eróstrato que incendiou o templo de Diana de Éfeso, nem Calígula que violou uma Vestal (virgem, pitonisa), nem Henrique II que fez matar a Santo Tomás Beckett em sua catedral e durante sua missa, cometeram uma blasfêmia e um sacrilégio comparável: "Réu é de morte; nós sabemos que é réu de morte; pouco importa o que lhe digamos a este romanacho incircunciso ...". Se a acusação de conspiração contra César e a subseguinte ameaça não houvesse surtido o apetecido efeito, pouco lhes houvera importado acusar a Cristo de haver três assassinos para matar Pilatos, sua mulher e seu filho.
Porque a questão em causa não era a sedição contra César —que eles desejavam com toda a alma, os hipócritas— nem se Cristo havia dito que ia destruir o Templo e reedifica-lo em três dias — que eles sabiam não Ter dito— nem nada desse estilo. A questão real era: Cristo é o que ele disse ou não? Esta é a questão mais tremenda que se a posto na história da humanidade: questão de vida ou morte.
Todavia se põe e se põe continuamente; e a prova são os homens judeus de Nova York. O processo de Cristo se reproduz continuamente na alma de cada homem: Cristo é acusado, da testemunho de si, depõem contra Ele falsos testemunhos, maus sacerdotes O julgam e condenam, Judas o beija, imundos lhe fazem chacotas, e muitos pilatinhos o crucificam. É a questão de um simplíssimo sim ou não que se produz no mais profundo da alma: "Sim, é Deus. Não, não é meu Deus". Se não é meu Deus, é réu de morte... ¡Que desapareça, que seja crucificado, que seja sepultado e lacrado seu cadáver e que não se saiba mais dele nem de sua memória!...". Tremendo pensamento.
Os cristãos cremos que a dispersão secular do povo judeu —que agora se está por terminar— é a resposta aquela exacração dos fariseus: "Caia seu sangue sobre nós e sobre nossos filhos". Porque "sobre nossos filhos"? Não é justo isso? Aqui há um mistério. Na realidade, todo judeu que por sua culpa não se torna cristão, da sua aquiescência a condenação de Cristo; porque eles tem em suas mãos as escrituras com todas as profecias (a peça mestra do processo, o testemunho que não se chamou) e ninguém tão bem como eles pode entender desta causa. Dizer isto parece duro e tremendo; e na realidade é. Mas a questão é esta: ou foi Deus ou não foi Deus, e não há evasiva nem resposta intermediária possível. Ou blasfemo, ou meu Criador e Senhor.
Deixemos em paz os judeus se não é para rogar por eles, como roga a igreja na Sexta Feira Santa: demasiadamente hão sofrido. O mal é a Segunda crucificação de Cristo ("Rursum crucifigentes Filium Dei") que fazemos nós cristãos. Em minha própria vida tenho bastante que considerar; mas isso não para contar aqui. Mas na vida pública das nações chamadas cristãs, desde a Reforma até aqui, um largo e infausto Vía Crucis executa ao Corpo Místico de Cristo. Os Caifás, os Judas, os Pedros, os Herodes, os Pilatos se multiplicam; e todos os gestos daquela nefasta façanha se reproduzem simbolicamente: Ao Cristo se nega, se calunia, se impreca, se açoita e se crucifica. E se sepulta.
As nações parecem no caminho de crucificar novamente a Cristo; e de gritar ao céu: "que seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos".


"EL EVANGELIO DE JESUCRISTO", Bibliotaca Dictio, Vol 7, pag. 195, Buenos Aires, 1977

Programa de Santidade

Rda. Madre Marie Cronier – 1857-1937. Fundadora e primeira Abadessa do Mosteiro de Sainte-Scholastique de DourgneFrança.


Domingo, 8 de abril –

Sentido: Jesus falou-me muito das virtudes interiores. Ele deseja que não haja nem movimento, nem uma palavra sequer, por parte daquela de quem gosta tanto, que não seja regulada pela Sua Graça. Compreendi toda a extensão que ele dava às virtudes interiores, humildes, desconhecidas, escondidas.Compreendi sobre tudo que ele era a Luz e a Verdade. Inundava minha alma com seus divinos raios que lhe permitem perceber a santidade verdadeira, prática, profunda... Prometeu-me sua luz e disse-me que este era o dom maior que pudesse me dar neste mundo. Esta luz divina que ilumina, que revela a santidade, os preciosos segredos de Jesus, esta luz divina que traz o calor, o amor.Voltando às virtudes interiores, pediu-me que amasse muito essas humildes virtudes cuja existência ninguém suspeita e cuja beleza somente Ele, sozinho, pode conhecer, e acrescentou: nunca pronuncie uma palavra em teu próprio louvor, evite freqüentemente uma palavra, um gesto, um olhar; caminhe até perder de vista com essas preciosas virtudes escondidas; prefira o silêncio, ame passar despercebida, não pronuncie jamais uma palavra inútil, sempre comigo, sempre habilidosa em te esconder atrás do silêncio, da paz, do esquecimento das criaturas; caminhe, caminhe. A perfeição não tem limites – caminhe sempre mais para frente.Remova cada dia os menores grãos de poeira. Essas virtudes tão humildes, tão pequenas na aparência, são abismos que a alma pode sempre aprofundar; minha filha, essas virtudes tão humildes, tão modestas, são também tesouros que encantam meu divino Coração. Olhe para a minha divina Mãe e contemple esta obra-prima das virtudes interiores. Quero que nelas você progrida muito. Para tanto, seja amável, mas com uma suave gravidade e um tanto séria, seja paciente sem que se possa perceber tal ato de paciência de sua parte; sem que se possa descobrir se algo te contrista ou te irrita; seja tão boa que nada possa anuviar teu rosto, mas sempre com suave seriedade, seja tão caridosa que teus lábios nunca profiram a menor crítica; esteja sempre pronta a esquecer, a perdoar, a ajudar.Seja tão discreta que passe despercebida.Ao agir, faça pouco barulho; al falar, diga poucas palavras, submete tua vontade cada vez que for possível sem faltar aos deveres; aceita a opinião dos outros por condescendência, por virtude: teu Jesus dar-te-á tato, a finura necessários para agir no momento certo, sem fraqueza, sem abuso.Procura mortificar-se em cada encontro com tanta boa vontade e finura que somente Jesus seja testemunha.Procura ser esquecida, não fala de ti mesma nem bem, nem mal: tenha sempre um sorriso nos lábios e com tanta simplicidade que a própria virtude pareça natural aos olhos de todos; ficará minorada pela grandeza de sua própria perfeição.Tendo falado assim, Jesus pediu-me ainda a coragem paciente, generosa, constante, exigida por este esforço interior praticado, tão mortificante, tão escondido, tão extenso, tão perpétuo... Eu mesma notei algumas imperfeições, algumas palavras inúteis, uma precipitação exagerada numa ação, um instante de tristeza exagerada ao pensar na separação que tanto me fere.
Mas procurarei fazer melhor amanhã.
Jesus deu-me a entender que se tratava de um trabalho para toda a minha vida e que o importante era nunca estar satisfeita, nunca descansar.

9 de abril.

Ele me pede não fazer nada que seja inútil: vou me esforçar com afinco... nada de natural, tudo com acalma, tudo sem barulho, tudo com mansidão, mesmo se for interrompida vinte vezes, tudo sem vontade própria mas unicamente pela vontade d’ Ele, de tal forma que esteja pronta a tudo deixar, tudo abandonar; enfim, um desprendimento total de modo a não me deixar cativar nem por um instante, escolher as tarefas menos atraentes.

Entregar-se

Sta. Tereza Couderc


"Várias vezes, Nosso Senhor já havia me dado conhecer o quanto era útil, para o progresso de uma alma desejosa de perfeição, ENTREGAR-SE sem reserva à ação do Espírito Santo. Mas, nesta manhã, a divina Bondade dignou-se me agraciar com uma visão toda particular. Estava me preparando para começar minha meditação, quando ouvi o ressoar de vários sinos chamando os fiéis para assistir aos divinos Mistérios. Neste momento, desejei unir-me a todas as missas que estavam sendo celebradas e com este intuito, dirigi a minha intenção para que participasse de todas elas. Tive então uma visão geral de todo o universo católico e de uma profusão de altares nos quais se imolava, ao mesmo tempo, a adorável Vítima.O Sangue do Cordeiro sem mancha corria abundante sobre cada um desses altares que me pareciam envoltos numa leve fumaça que subia para o céu. Minha alma era tomada e penetrada por um sentimento de amor e de gratidão à vista dessa tão abundante satisfação a nós oferecida por Nosso Senhor. Mas também surpreendia-me muito o fato de que o mundo inteiro não se achasse santificado em conseqüência. Perguntava-me como era possível que o Sacrifício da Cruz, oferecido uma só vez, tenha sido suficiente para salvar todas as almas e que, renovado tantas vezes, não bastasse para santificá-las todas. Eis a resposta que julgo ter ouvido: - O Sacrifício é sem dúvida suficiente por si mesmo e o Sangue de Jesus Cristo mais que suficiente para a santificação de um milhão de mundos, mas às almas falta corresponder generosamente. Pois o grande meio para entrar na via da perfeição e da Santidade – é o de ENTREGAR-SE ao nosso Bom Deus.Mas que significa ENTREGAR-SE? Percebo toda a extensão desta expressão "ENTREGAR-SE", porém não posso explicitá-la. Sei apenas que é muito extensa e abrange o presente e o porvir.ENTREGAR-SE é mais que se dedicar; é mais que se doar; é até maior que se abandonar a Deus. ENTREGAR-SE, finalmente, significa morrer a tudo e a si mesmo, não se preocupar mais com o EU a não ser para mantê-lo sempre orientado para Deus.ENTREGAR-SE é ainda mais que não se procurar a si mesmo em nada, nem no espiritual, nem no corporal; quer dizer deixar de procurar a satisfação própria, mas unicamente o bel-prazer divino.É preciso acrescentar que "ENTREGAR-SE" significa, também, esse espírito de desapego que não se prende em nada, nem nas pessoas, nem nas coisas, nem no tempo, nem nos lugares. É aderir a tudo, submeter-se a tudo.Mas, talvez se acredita que isso seja muito difícil de se conseguir. Desenganem-se, não existe nada mais fácil de se fazer e nada tão suave de se praticar. Tudo consiste em fazer uma só vez um ato generoso, dizendo com toda a sinceridade de sua alma: "Meu Deus, quero ser inteiramente seu (sua), queira aceitar minha oferenda". E tudo será dito.Permanecer de agora em diante nesta disposição de alma e não recuar diante de nenhum dos pequenos sacrifícios que possam servir ao nosso progresso em virtude. Lembrar-se que SE ENTREGOU.Rogo a Nosso Senhor que forneça o entendimento desta expressão a todas as almas desejosas de Lhe agradar, inspirando-lhes um meio de santificação tão fácil. Oxalá fosse possível compreender de antemão toda a suavidade e toda a paz que se desfruta quando não se guarda reserva com nosso Bom Deus!De que forma Ele se comunica com a alma que O procura com sinceridade e que soube ENTREGAR-SE. Experimentem e vereis que lá é que se acha a felicidade procurada em vão alhures.A alma entregue encontrou o Paraíso na Terra, pois ali goza esta paz suave que constitui em parte a felicidade dos eleitos".

A oração

São João Maria Vianney (Cura d'Ars)


Bela obrigação do homem: orar e amar
Considerais, filhos meus: o tesouro do homem cristão não está na terra, senão no céu. Por isto, nosso pensamento deve estar sempre orientado para onde se encontra nosso tesouro.
O homem tem um belo dever e obrigação: orar e amar. Se orais e amais, havereis encontrado a felicidade neste mundo.
A oração não é outra coisa que a união com Deus. Todo aquele que tem o coração puro e unido a Deus experimenta em si mesmo como uma suavidade e doçura que o embriaga, se sente rodeado de uma luz admirável.
Nesta íntima união, Deus e a alma são como dois pedaços de cera fundidos em um solo, que já ninguém pode separar. É algo muito belo está união de Deus com sua pobre criatura; é uma felicidade que supera nossa compreensão.
Nós havíamos nos tornado indignos de orar, mas Deus, por sua bondade, nos permitiu falar com Ele. Nossa oração é o incenso que mais lhe agrada.
Filhos meus, vosso coração é pequeno, mas a oração o dilata e o faz capaz de amar a Deus. A oração é uma degustação antecipada do céu, faz com que uma parte do paraíso baixe até nós. Nunca nos deixa sem doçura; é como um mel que se derrama sobre a alma a dulcifica por inteiro.
Na oração feita devidamente, se fundem as penas como a neve ante o sol.
Outro beneficio da oração é que faz como que o tempo transcorra tão depressa e com tanto deleite, que nem se percebe sua duração. Olhai: quando era pároco em Bresse, em certa ocasião, em que quase todos meus colegas haviam caído enfermos, tive que fazer largas caminhadas, durante as quais orava ao bom Deus, e creia-me, o temo se me tornava curto.
Há pessoas que se submergem totalmente na oração como os pés na água, porque estão totalmente entregues ao bom Deus. Seu coração não está dividido. ¡Quanto amo a estas almas generosas! São Francisco de Assis e Santa Coleta viam a Nosso Senhor e falavam com Ele do mesmo modo que falamos entre nós.
Nós, pelo contrário, quantas vezes vamos a Igreja sem saber o que fomos fazer ou pedir! E, sem embargo, quando vamos a casa de qualquer pessoa, sabemos muito bem porque vamos. Há alguns que inclusive parece que inclusive dizem ao bom Deus: "Só duas palavras, para desfazer-me de ti..." Muitas vezes penso que quando vamos adorar o Senhor, obteríamos tudo o que lhe pedíssemos se soubéssemos pedir com uma fé muito viva e com um coração muito puro.

Charles Maurras, o grande doutrinador francês

Alexandre A. Pinto Coelho do Amaral*


Uma análise objetiva do pensamento do grande escritor da Action Française, revela, indubitavelmente, que as suas idéias representam no terreno político-ideológico, uma superação do positivismo tal como ele era entendido no último quartel do século XIX. O apelo à experiência sensível que constitui a realidade toda e que o espírito reproduz por meio de luz científicas, é substituído em Maurras pelo apelo à inteligência hierarquizadora e ordenadora, que descobre através da história as realidades criadoras, as realidades valiosas e perenes. Quer dizer; o racionalismo passa a superar o experimentalismo.
Em face desta posição inicial devem ser analisadas as doutrinas do Mestre. O combate à liberdade-liberal é inspirado, na essência, pela contradição que esta encerra em si: por um lado afirmando-se contra qualquer norma; por outro afirmando-se a si própria como norma. A apologia do nacionalismo, numa finíssima intuição dialética das relações entre indivíduo e Estado: «o homem chama-se sociedade» e por isso «todo o perigo social encerra um perigo para o indivíduo». A forma atual e corrente de sociedade é a Nação. Ou seja demonstrada a insubsistência da pura vontade autônoma, não parte Maurras para a supremacia de qualquer ser externo e opressivo, antes e justamente concebe como o ‘substractum’ próprio do homem a sua integração no todo social.Junto da razão, porém, descobre o autor de «Les Amants de Venise», um elemento diverso e oposto: é o sentimento. O sentimento deve subordinar-se à razão, sem dúvida, mas não é a ela redutível, nem ambos podem unir-se em qualquer síntese superior (o paganismo de Maurras, segundo ele próprio o confessa, consiste na aceitação das dualidades antinômicas). Daí a separação, por vezes exposta em termos ambíguos e paradoxais, entre a moral e política. A primeira situa-se na ordem subjetiva, a segunda na ordem objetiva e intelectual. Na construção perfeita das coisas «a moral» torna-se «uma política suprema», pela interiorização na consciência das verdades sociais; mas tal interiorização reclama — uma crença, uma religião, e daí a aceitação pragmática da Igreja católica cuja idéia de Deus ao contrário da protestante, não constitui um perigo para a sociedade.Em tudo isto se revela a grandeza e a fraqueza de Maurras: o vigor rigoroso e subtil da sua crítica, a sua ausência trágica duma metafísica que mostrasse a razão e o sentimento numa harmonia recíproca, que a ambos alicerçasse, numa sólida concepção do Mundo e que desse plenitude sistemática às suas construções políticas. Metafísica essa que só poderia ser um vasto e compreensivo Idealismo objetivo «da linha Aristóteles-S.Tomás-Hegel».Tais são os princípios que inspiraram o subtil crítico do «Romantisme Féminin». À sua luz concluiu ele pela Monarquia tradicional (ditador e rei) e pelo classicismo, contra a República e contra o Romantismo. Foram estas atitudes, defendidas com uma energia a toda a prova, que o celebrizaram, criando-lhe os mais entusiásticos admiradores e os mais rancorosos inimigos.Toda a sua vida serviu sem tibieza à França e ao Rei desde os longínquos artigos da «Gazete de France» até às polêmicas continuadas de «l’Action Française». Abandonado e reprovado por aqueles a quem mais diretamente servia a sua ação, Maurras nunca soube desanimar ou recuar. Até ao fim ele combateu os cúmplices do Kremlin, os provocadores da guerra, os falsos ‘aliados’, os que arrastaram a sua Pátria à catástrofe, até ao fim sem uma hesitação, sem um gesto de temor.Hoje, o inimigo acérrimo e injusto da Alemanha, jaz num cárcere como traidor, enquanto os quatro estados confederados — judeu, maçon, protestante e meteco — de novo tripudiam na pátria de S. Luís e Joana d’Arc; hoje as multidões esquecidas não recordam mais os mártires do 6 de Fevereiro, nem os de Oran e Mers-el-Kibir, e alanceadas pelo medo aglomeram-se, timidamente, em volta dum dos responsáveis pelo regresso da Democracia a terras de França. Sim, hoje jaz no cárcere Charles Maurras!Mas não serão as vinganças rancorosas, nem as calúnias grosseiras, nem os uivos de insaciáveis ódios que conseguirão apagar do firamento da inteligência o brilho da sua admirável obra, nem da recordação de todos nós e a lição inexcedível e o exemplo sem par da sua ação e da sua vida.
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Politique d`abord
Quando dizemos politique d`abord, dizemos: a política primeiro, primeiro na ordem do tempo, de modo algum na ordem da dignidade. É o mesmo que dizer que a estrada deve ser tomada antes de se chegar ao ponto terminal; a flecha e o arco devem ser pegados antes de se ferir o alvo; o meio de ação precederá o centro do destino.

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Em política, a nossa mestra é a experiência.
A Monarquia
A necessidade da Monarquia demonstra-se como um teorema. Uma vez posta em postulado a vontade de conservar a nossa pátria francesa, tudo se encadeia, tudo se deduz num movimento inelutável.
A fantasia, a escolha, não têm aí cobrimento: se resolvestes ser patriotas, sereis obrigatoriamente monárquicos. Mas, se sois assim conduzidos à Monarquia, não tendes a liberdade de obliquar para o liberalismo, o democratismo ou os seus sucedâneos. A razão assim o quer. É preciso segui-la e ir até onde ela conduz.
O menor mal, a possibilidade do bem
Não sendo charlatães da Monarquia, como há charlatães da Democracia, nós nunca ensinámos que a Monarquia afasta, apenas pela sua presença, os males com que a guerra civil ou a guerra estrangeira, as epidemias físicas ou as pestes morais podem ameaçar as nações. O que dizemos é que, em países que são constituídos como a França, a Monarquia hereditária reúne não as melhores, mas as únicas condições de defesa contra estes flagelos. A Monarquia não é incapaz de erros, mas está melhor armada que qualquer outro poder para lhes fazer face, se prevenir, e em caso de desgraça regressar à verdade procedendo às reparações necessárias. Que uma brusca evolução econômica se imponha, pode a Monarquia presidir a ela, senão sempre com felicidade, ao menos com um mínimo de desgastes. Se tomados por um ciclone, como a história os viu por vezes desencadearem-se, se tenta alguma revolução brutal, a passagem é menos rude, a subversão menos completa, quando ele se produz sob um chefe, sob um príncipe cuja sucessão, estando de antemão regulada, excluirá todo o conflito de competidores. Assim, em Monarquia, os interesses superiores, os mais vastos, os mais graves, estão situados numa atmosfera bastante elevada e bastante serena para que seja de esperar que o furacão chegue até lá. Se, apesar de tudo, ele lá chegar, então, tanto pior! O gênero humano no máximo da sua miséria sempre terá gozado do máximo de garantias possíveis. Nessa desgraça imensa, o mal seria mais freqüente, mais completo e mais doloroso se o poder supremo estivesse colocado mais baixo.
Mesmo decaída, desmoralizada, desvairada, a Monarquia implica, ela mesma, o sentimento, e deixa após ela a noção duma responsabilidade, duma memória, duma previsão, tudo coisas de que os Parlamentos democráticos são desprovidos.
A Monarquia real confere à política as vantagens da personalidade humana: consciência, memória, razão, vontade; o regime republicano dissolve os seus desígnios e os seus atos numa coletividade sem nome, sem honra nem humanidade. Por isso, como a Monarquia representa naturalmente a capacidade do maior bem e do menor mal, a República representa a personalidade permanente do pior mal, do menor bem. Quanto aos elementos do mal e do bem, isso são dados que dependem das circunstâncias e dos homens: nenhum regime cria homens nem as suas circunstâncias intelectuais e morais.

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Sim, a República é o mal, sim o mal inevitável em República. E o que nós dizemos da Monarquia é que ela é a passibilidade do bem. O bem público, impossível em República; mesmo numa Monarquia que se afaste do seu fim, o mal público permanece muito menos nocivo que em república, pois está sempre sujeito a acabar, com o mau ministro ou o mau rei, e o mal republicano, sendo inerente à República, só com ela poderá terminar.

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Para a maior parte dos homens do séc. XIX, e hoje ainda absolutismo é sinónimo de despotismo, de poder caprichoso e ilimitado.É absolutamente inexacto: poder absoluto significa exactamente poder independente; a monarquia francesa era absoluta uma vez que não dependia de nenhuma outra autoridade, nem imperial, nem parlamentar, nem popular: mas nem por isso ela deixava de ser limitada, temperada por uma multidão de instituições sociais e políticas hereditárias ou corporativas, cujos poderes próprios a impediam de sair do seu domínio e da sua função. O seu direito confinava com uma multidão de direitos que a sustinham e equilibravam. A antiga França estava eriçada de liberdades.

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É preciso regressar a um regime que restabeleça a distinção entre Governo, encarregado de governar, e a Representação encarregada de representar.
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A República tem a necessidade de se impor às consciências, uma vez que repousa sobre as vantagens. Ela tem necessidade do entusiasmo dos seus súbditos, que são os eleitores a que, nominalmente, constitucionalmente, têm nas suas mãos o seu destino.
Ao contrário, a Monarquia existe pela sua própria força suâ mole stat. Não tem necessidade de consultar a cada instante um pretenso soberano eleitor. Basta-lhe, em suma, ser tolerada, suportada, e no entanto ela tem sempre mais e melhor, precisamente porque o seu princípio não a obriga a importunar as pessoas, a ei-las a intimar constantemente a acharem-na bela.
A República é uma religião. A Monarquia é uma família. Esta de nada mais necessita do que a achem aceitável. Aquela exige que sigamos os seus ritos, os seus dogmas, os seus sacerdotes, os seus partidos.
O Rei
Corruptível enquanto homem, o Rei tem como Rei uma vantagem imediata e sensível em não ser corrompido: a sua regra de sensibilidade é de se mostrar insensível a tudo o que não afete senão o particular, o seu gênero de interesse é o de ser naturalmente desprendido dos interesses que, abaixo dele, solicitam todos os outros: este interesse é o de se tornar independente.O Rei pode-o desfazer, pode-o esquecer. Ponhamos as coisas no pior. Um espírito medíocre, um caráter fraco expõe-no ao erro e ao desprezo. Nada disso importa! O seu valor, o valor de um homem é incomparavelmente superior ao da resultante mecânica das forças, à expressão de uma diferença entre dois totais.Pouco que valha o seu carácter ou o seu espírito, ainda assim ele é um carácter, um espírito, é uma carne de homem, e a sua decisão representará humanidade, enquanto que o voto de 5 contra 2 ou de 4 contra 3 representa o conflito de 5 ou de 4 forças contra 2 ou 3 outras forças. As forças podem ser, nelas mesmas, pensantes, mas o voto que as exprime não pensa: quanto a ele, não é uma decisão, um juízo, um acto corrente e motivado, tal como o desenvolve e encarna o Poder pessoal de uma autoridade consciente, nominativa, responsável.
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Este poder julga em qualidade. Aprecia os testemunhos em lugar de contar as testemunhas.Bem ou mal, é assim que ele procede, e este processo é, em si, superior ao processo de adição e subtracção.Tendo interesse em saber a verdade afim de fazer justiça, ele encoraja uns, tranquiliza outros e por vezes não ouve senão um, se um só lhe parece digno de ser ouvido. Se for caso disso, ele defende-o contra as ciladas e as tentações dos poderosos. Este discernimento humano dos valores intelectuais e morais difere, como o dia da noite, do processo cego e grosseiro das democracias. A idéia de tudo reduzir a uma espécie de combate singular ou a uma batalha geral dos interesses em causa é uma regressão, reflete sob uma força nova e muito menos bela, aqueles duelos judiciários de que os predecessores de S. Luís já se mostravam indignados.Só a barbárie pode ter confiança nas soluções das maiorias e do número. A civilização faz intervir, sempre que possível, o discernimento da verdade, o culto do direito. Mas isso supõe que o Um, tomado por juiz e por chefe, se distingue das forças chamadas a ser arbitradas por ele. O soberano não é súbdito, o súbdito não é o soberano. Misturando-os, a democracia baralha tudo, complica tudo, retarda tudo, e a sua degressão devolve tudo aos mais baixos estádios do antigo passado.

*Tradução e seleção de Alexandre A. Pinto Coelho do Amaral (In Mensagem, n.º 8, págs. 7/8, 15.12.1947)

Fernando Rodrigues Batista

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Católico tradicionalista. Amo a Deus, Uno e Trino, que cria as coisas nomeando-as, ao Deus Verdadeiro de Deus verdadeiro, como definiu Nicéia. Amo o paradígma do amor cristão, expressado na união dos esposos, na fidelidade dos amigos, no cuidado dos filhos, na lealdade aos irmãos de ideais, no esplendor dos arquétipos, e na promessa dos discípulos. Amo a Pátria, bem que não se elege, senão que se herda e se impõe.
"O PODER QUE NÃO É CRISTÃO, É O MAL, É O DEMONIO, É A TEOCRACIA AO CONTRÁRIO" Louis Veuillot